O intemperismo químico é o conjunto de reações que levam a modificação da estrutura dos minerais que compõem a rocha. Na natureza, é praticamente impossível separa o intemperismo físico do intemperismo químico, já que ocorrem quase simultaneamente. O intemperismo químico, entretanto, torna-se mais acelerado à medida em que o intemperismo físico avança, devido ao aumento da área superficial (ASE) dos minerais. Agente principal água. Principalmente água das chuvas que infiltra e percola as rochas.
Assim como o intemperismo físico, o químico ocorre porque as condições ambiente na superfície da crosta são bastante diferentes daquelas onde os minerais se formam. Os arranjos cristalinos das estruturas mineralógicas estão sempre tendendo para uma situação de maior equilíbrio com o ambiente. Entretanto, mesmo quando estas diferenças são muito grandes, estas reações ocorrem em uma velocidade bastante lenta, do ponto de vista humano.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
domingo, 24 de julho de 2011
Formação do Solo
A pedogênese (formação do solo) ocorre quando as modificações causadas nas rochas pelo intemperismo, além de serem químicas e mineralógicas, tornam-se sobretudo estruturais, com importante reorganização e transferência dos minerais formadores do solo - principalmente argilominerais e oxihidróxidos de ferro e alumínio - entre os níveis superiores do manto de alteração. Aí desempenham papel fundamental a fauna e a flora do solo que ao, realizarem suas funções vitais, modificam e movimentam enormes quantidades de material, mantendo o solo aerado e renovado em sua parte mais superfícial.
O intemperismo e a pedogênese levam a formação de um perfil de alteração ou perfil de solo. O perfil é estruturado verticalmente, a partira da rocha fresca, na base, sobre qual formam-se o saprolito e o solum, que constituem, juntos, o manto de alteração ou regolito. Os materias do perfil vão se tanto mais diferenciados com relação a rocha parental em termos de composição , estrutura e texturas, quanto mais afastado se encontram dela. Sendo dependentes do clima e do relevo, o intemperismo e a pedogênese ocorrem de maneira distinta dos diferentes compartimentos morfo-climáticos do globo, levando a formação de perfis de alteração composto de horizontes de diferente espessura e composição.
O intemperismo e a pedogênese levam a formação de um perfil de alteração ou perfil de solo. O perfil é estruturado verticalmente, a partira da rocha fresca, na base, sobre qual formam-se o saprolito e o solum, que constituem, juntos, o manto de alteração ou regolito. Os materias do perfil vão se tanto mais diferenciados com relação a rocha parental em termos de composição , estrutura e texturas, quanto mais afastado se encontram dela. Sendo dependentes do clima e do relevo, o intemperismo e a pedogênese ocorrem de maneira distinta dos diferentes compartimentos morfo-climáticos do globo, levando a formação de perfis de alteração composto de horizontes de diferente espessura e composição.
Solos
Em função das condições ambientais, que envolvem rocha parental, clima, organismos vivos (flora e fauna, incluindo ser humano), relevo e tempo, os solos podem apresentar caracteristicas e propriedades físicas e químicas diferenciadas.
Horizontes: zonas distintas originadas do processo de intemperismo, normalmente paralelas à superfície do terreno.
Gênese do Solo
Depende dos seguintes fatores: Rocha, Clima, Organismos vivos, Declividade da vertente, Tempo.
Classificação dos Solos: O, A, B, C e R
Esquema representando o perfil do solo
Na porção mais superficial do perfil de alteração, o saprolito, sob a ação dos fatores que controlam a alteração intempérica, sofre profundas e importantes modificações, caracterizadas por:
A cobertura vegetal, dificultando a erosão, tem um papel mais protetor que destruidor das estruturas dos solos.
Os principais agentes de remobilização dos materiais do solo (bioturbação) são os animais.
Classificação dos Solos
A classificação dos solos pode ser feita segundo diferentes critérios.
A ênfase na utilização de critérios genéticos, morfológicos ou morfogenéticos varia de país para país, o que dá origem a diferentes classificações pedológicas.
- Assim, os solos podem ser argilosos ou arenosos (variação textuais)
- podem ser vermelhos, amarelos ou cinza esbranquiçados,
- podem ser ricos ou pobre em matéria orgânica,
- podem ser espesso (algumas dezenas de metros) ou rasos (alguns poucos centímetros),
- podem apresentar-se homogêneos ou nitidamente diferenciados em horizontes.
Horizontes: zonas distintas originadas do processo de intemperismo, normalmente paralelas à superfície do terreno.
Gênese do Solo
Depende dos seguintes fatores: Rocha, Clima, Organismos vivos, Declividade da vertente, Tempo.
Classificação dos Solos: O, A, B, C e R
- O - mais superficial, matéria orgânica
- A - matéria orgânica acumulada e misturada com detritos minerais (argila, Fe e/ou Al para horizonte inferiores)
- B - caracterizado pela acumulação (enriquecimento) em argila, Fe, Al e outros componentes minerais. Desenvolvimento de estruturas não presentes na rocha parental. (granular, prismático, cimentado etc.)
- C - retém características da rocha parental
- R - embasamento rochoso - Bedrock
Esquema representando o perfil do solo
Na porção mais superficial do perfil de alteração, o saprolito, sob a ação dos fatores que controlam a alteração intempérica, sofre profundas e importantes modificações, caracterizadas por:
- Perda de matéria, provocada pela lixiviação tanto física (em partículas) como química (em solução).
- Adição de matéria, proveniente de fontes externas, incluindo matéria orgânica de origem animal ou vegetal, poeiras minerais vindas da atmosfera e sais minerais trazidos por fluxo ascendente de soluções.
- Translocação de matéria, isto é, remobilização através dos fluxos de soluções no interior do perfil (movimentos verticais e laterais) ou pela ação da fauna.
- Transformação da matéria, em contato com os produtos da decomposição post mortem da matéria vegetal e animal.
A cobertura vegetal, dificultando a erosão, tem um papel mais protetor que destruidor das estruturas dos solos.
Os principais agentes de remobilização dos materiais do solo (bioturbação) são os animais.
- Os vermes são os mais importantes bioturbadores, seguindo pelas formigas. (os cupins e outros invertebrados têm papel menos importante). O impacto desses vários grupos não é uniforme no globo porque habitam ambientes específicos.
- Os cupins atuam principalmente na faixa tropical, enquanto a atuação dos vermes se estende por todo o planeta, mas concentra-se preferencialmente nos ambientes úmidos das pastagens e florestas.
- As formigas são mais disseminadas que qualquer outro animal. A atuação da fauna nos solos profundidades de até alguns metros, com a escavação, transporte e redeposição de consideráveis quantidade de material, misturando as vezes componentes do solo e promovendo a formação de estruturas típicas de bioturbação.
Classificação dos Solos
A classificação dos solos pode ser feita segundo diferentes critérios.
A ênfase na utilização de critérios genéticos, morfológicos ou morfogenéticos varia de país para país, o que dá origem a diferentes classificações pedológicas.
Erosão
É o processo de desagregação e remoção de partículas do solo ou de fragmentos e partículas de rochas, pela ação continuada da gravidade com a água, vento, gelo e organismos.
Em geral distinguem-se duas formas de abordagem para os processos erosivos:
Em geral distinguem-se duas formas de abordagem para os processos erosivos:
- Erosão Natural: Se desenvolve em condições de equilíbrio com a formação do solo.
- Erosão Acelerada: Cuja intensidade é superior à da formação do solo, não permitindo a sua recuperação natural.
- Causada pelo escoamento difusivo das águas das chuvas, resultando na remoção progressiva e uniforme dos horizontes superficiais do solo
- Erosão laminar: é a movimentação de sedimentos retirados da vertente através de fluxo d'água.
- Existem dois processos distintos envolvidos que são importantes:
- O impacto da água de chuva na superfície do terreno
- O fluxo de água na superfície.
- Eles são denominados de impacto da chuva (raindrop impact) e fluxo superficial (surface flow), respectivamente, ação da água em um fluxo não turbulento, laminar, carreando partículas do solo (Young, 1972).
Erosão por canais: ação concentrada da água, escoamento em canais abertos na vertente, esta ação pode originar:
- Canais efêmeros, que existem apenas durante a ação de um determinado fluxo descendente. Após o termino desse fluxo este canal pode ser destruído por outro fluxo.
- Ravinas, canais permanentes na vertente que concentra fluxo de água descente. Normalmente encontra vegetado no interior e no seu entorno.
- Voçorocas, ou erosão acelerada, é uma forma permanente na vertente, na qual ocorrem vários tipo de processos erosivos.
Caso a erosão se desenvolva por influência não somente das águas superficiais, mas também dos fluxo d'água subsuperficiais, em que se inclui o nível freático configura-se o processo mais conhecido por voçoroca ou boçoroca, com o desenvolvimento da erosão interna ou entubamento (piping).
A voçoroca é palco de diversos fenômenos:
- Erosão superficial: erosão interna, solapamentos, desabamentos e escorregamentos, que se conjugam e conferem, a esse tipo de erosão, característica de rápida evolução e elevado poder destrutivo.
- Ao alargamento e aprofundamento de ravinas;
- Ao escoamento superficial ("piping");
- Aos antigos deslizamentos de terra, quando estes deixam cicatrizes;
- À ação antrópica (aos bigodes de estrada; às antigas valas de separação de terras; às cercas de arame - aceiro);
- Às trilas de gado;
- Aos processos tectônicos;
"As voçorocas são feições erosivas relativamente permanentes nas vertentes, possuindo paredes laterais íngremes e, em geral, fundo chato ou em "V", ocorrendo fluxo de água em seu interior durante os eventos chuvosos, ou quando estas cortam o lençol freático. No seu interior podem ocorrer todos os tipos de processos erosivos isoladamente ou associadamente indistintamente: erosão laminar e/ou concentrada, fluvial, piping, movimentos gravitacional de massa, corridas de lama e etc."
Fatores Condicionantes - Erosão
A erosão devido a atuação de água ocorrerá com a combinação adequada de energia de água de chuva e do fluxo superficial para romper a resistência do solo à remoção (detachment) (Hadley et al., 1985).
A erosão é um processo natural, que ocorre no tempo geológico em escalas diferentes, em diferentes ambientes: podendo ser iniciado ou acelerado por mudanças climáticas, atividades tectônicas, interferência humana e suas inter-relações com o meio.
sábado, 23 de julho de 2011
Introdução à Movimentos de Massa
A formação e dinâmica do relevo relaciona-se tanto à interação de variáveis endógenas, como o tipo e estrutura das rochas e as atividades tectônicas, quanto exógenas, como as variáveis climáticas, atuação de fauna e flora e etc. Como parte dessa dinâmica ocorrem os processos de vertente, entre os quais, os movimentos de massa, que envolvem o desprendimento e transporte de solo e/ou mineral rochoso vertente abaixo. A mobilização de material deve-se à sua condição de instabilidade, devido à atuação da gravidade, podendo ser acelerada pela ação de outros agentes, como a água. O deslocamento de material ocorre em diferentes escalas e velocidades, variando de rastejamentos a movimentos muito rápidos.
Assim como todos os materiais da Terra, o material desagregado das rochas e o regolito (ou manto de alteração) formado pela ação do intemperismo sofrem a ação continua da gravidade. Enquanto a rocha sã é normalmente resistente a ação desta força constante, o regolito é passível de ser movimenta de forma relativamente fácil pela gravidade. Aos movimentos de rocha desagregada e regolito por ação da gravidade dá-se o nome de Movimentos de Massa. Esse é o principal processo de retirada do material liberado pelo intemperismo para sua posterior incorporação pelos agentes transportadores.
Os movimentos rápido, denominados genericamente de deslizamentos e tombamentos, têm grande importância, devido à sua interação com as atividades antrópicas e à variabilidade de causas e mecanismos (IPT, 1989; Fernandes e Amaral, 1996).
Assim como todos os materiais da Terra, o material desagregado das rochas e o regolito (ou manto de alteração) formado pela ação do intemperismo sofrem a ação continua da gravidade. Enquanto a rocha sã é normalmente resistente a ação desta força constante, o regolito é passível de ser movimenta de forma relativamente fácil pela gravidade. Aos movimentos de rocha desagregada e regolito por ação da gravidade dá-se o nome de Movimentos de Massa. Esse é o principal processo de retirada do material liberado pelo intemperismo para sua posterior incorporação pelos agentes transportadores.
Os movimentos rápido, denominados genericamente de deslizamentos e tombamentos, têm grande importância, devido à sua interação com as atividades antrópicas e à variabilidade de causas e mecanismos (IPT, 1989; Fernandes e Amaral, 1996).
Fatores que influenciam a dinâmica das encostas
A estabilidade ou instabilidade de um encosta depende de um conjunto da interação de um conjunto de fatores. O ângulo de repouso, ou seja, o maior ângulo de inclinação em que o material na encosta permanecerá estático sem rolar morro a abaixo, é definido principalmente pelos seguintes fatores: natureza do material na encosta, a quantidade de água infiltrada nos materiais, a inclinação da encosta e presença de vegetação.
Em materiais inconsolidados o ângulo de repouso médio é de aproximadamente 30°, mas o valor deste ângulo varia em função do tamanho, forma e grau de seleção do material. Em termos gerais pode-se dizer que o ângulo é maior quanto maior tamanho de grau do material, quanto mais irregular a formação dos grãos e quanto menor o grau de seleção. A estabilidade de encostas com materiais consolidados depende de outros fatores, como estrutura da rocha (fraturas, acamamento, etc.) e posição das estruturas em relação ao relevo. Além do tipo de material, outro fator que altera o ângulo de repouso das encostas é a quantidade de água infiltrada no regolito.
Em materiais inconsolidados o ângulo de repouso médio é de aproximadamente 30°, mas o valor deste ângulo varia em função do tamanho, forma e grau de seleção do material. Em termos gerais pode-se dizer que o ângulo é maior quanto maior tamanho de grau do material, quanto mais irregular a formação dos grãos e quanto menor o grau de seleção. A estabilidade de encostas com materiais consolidados depende de outros fatores, como estrutura da rocha (fraturas, acamamento, etc.) e posição das estruturas em relação ao relevo. Além do tipo de material, outro fator que altera o ângulo de repouso das encostas é a quantidade de água infiltrada no regolito.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Matéria
É tudo que possui massa e ocupa um lugar no espaço (volume)
Substâncias:
Simples: Um só tipo de elemento
Composta: Mais de um elemento
Substâncias:
Simples: Um só tipo de elemento
Composta: Mais de um elemento
Elementos com duas letras maiúsculas, são compostos pois são dois elementos, pois um elemento só tem uma letra maiúscula e uma minúscula.
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