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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Métodos de Expressão - Desenho Técnico

Métodos de Expressão - Desenhos Técnicos


Existem dois métodos fundamentais de escrever a linguagem gráfica: à mão livre ou com instrumentos.

Desenho à Mão Livre

É feito emboçando-se as linhas sem instrumento, utilizando-se somente lápis ou lapiseira e borracha. É um método artístico. Os desenhos a mão livre são muito usados comercialmente para projetos e para alguns trabalhos definidos.

Desenho com Instrumentos

É o método padronizado de expressão, sendo feitos "em escala", com instrumentos utilizados para traçar linhas retas, circunferências e curvas. A habilidade de manejo dos instrumentos contribui para a rapidez e precisão.

Classificação dos Desenhos Técnicos


Esboço


Representação expedita, aplicado habitualmente aos estágios iniciais da elaboração de um projeto podendo, entretanto, servir ainda à representação de elementos existentes ou à execução de obras;

Desenho Preliminar


Representação gráfica empregando nos estágios intermediários da elaboração do projeto sujeita ainda a alteração. Corresponde ao projeto;

Desenho Definitivo


Desenho integrante da solução final do projeto, contendo os elementos necessários à sua compreensão, de modo a poder servir à execução.

Papel Para Desenho


Milimetrado, isometrizado e etc.

Normas Técnicas.


Normas são documentos sugeridos do processo de normalização, que contém informações técnicas para o uso de fabricantes e consumidores. São elaboradas a partir da experiência acumulada na indústria e no uso e a partir os conhecimentos tecnológicos alcançados. As normas devem ser adotados por todos que se envolvam com profissões em que o Desenho Técnico é uma das bases instrumentais, por terem como objetivo final a unificação de procedimentos de representação.

Caligrafia Técnica


Caligrafia técnica são caracteres usados para escrever em desenhos. A caligrafia deve ser legível e facilmente desenhável. Muito embora a tecnologia computacional seja hoje o meio mais eficaz e aplicado ao desenho técnico, é indispensável tal conhecimento, inclusive porque é um item normalizado pela ABNT 8402.

A caligrafia técnica normalizada são letras e algarismos inclinados para direita, formando um ângulo de 75° com a linha horizontal.


Formatos de Papel e Legenda


NBR 10068 - FOLHA DE DESENHO LAY-OUT E DIMENSÕES, cujo o objetivo é padronizar as dimensões das folhas utilizadas na execução de desenhos e definir seu lay-out com suas respectivas margens e legendas.
As folhas de desenho podem ser usadas tanto na horizontal como na vertical. Os tamanhos das folhas seguem os Formatos de serie "A", e  o desenho deve ser executado no menor formato possível, desde que não comprometa sua interpretação. Os formatos de serie "A" tem como base o formato A0 (841x1189), cujas dimensões guardam entre si a esma relação que existe entre o lado de um quadrado e sua diagonal e que correspondem a um retângulo de área igual a 1m².

Obs.: As dimensões estão em milímetros


Legenda
A legenda ou carimbo (parte integrante das pranchas para desenho técnico) é a identificação do trabalho em execução.

Devendo assim conter todas as informações possíveis para a identificação do mesmo, como: número, origem, título, executor, endereço, e tantos outros dados que se fizer necessário. É escrita na caligrafia técnica, vertical ou inclinadas e sempre deverá estar situada no canto inferior direito da folha.

Mesmo após as folhas dobradas conforme padrões técnicos, os comprimentos das mesmas deverão ser de 178mm nos formatos A4, A3 e A2 e de 175mm nos formatos A1 e A0, sendo as alturas variáveis conforme as necessidades.

Cotagem
Todas as cotas necessárias à caracterização de formas e da grandeza de um objeto devem ser indicadas no desenho. Além das cotas, devem ser incorporados ao desenho informações em todos os detalhes do objeto. As cotas devem ser indicadas com clareza, sendo dispensáveis a repetição das mesmas. As linhas de cotas são representadas por linhas finas cheias, para contrastar com as linhas mais grossas que representam o contorno do objeto. São limitadas as extremidades pelas linhas de extensão ou chamada, tendo por sua vez as suas extremidades terminadas por flechas ou outros marcadores.

Escalas
Escala é a reação entre distância gráfica e a distância natural.
Os desenhos que utilizamos em oficinas, para orientar a construção de uma peça, nem sempre podem ser executados com os valores reais das medidas da peça. Por exemplo: é impossível no desenho uma mesa de três metros de comprimento em seu tamanho real, como é também difícil ou quase impossível representar em seu tamanho natural uma peça para relógio, com três milímetros de diâmetro.
O recurso será, então, reduzir ou ampliar o desenho, conservando a proporção da peça a ser executada.
Em todos estes casos, isto é, desenhando na mesma medida, reduzindo ou ampliando, estaremos empregando escalas. Escala é, portanto, a relação entre as medidas do desenho e da peça.

Escalas Usuais
Quando o desenho for do mesmo tamanho da peça ou tiver as dimensões indicadas nas cotas, teremos a escala natural.
A escala natural é indicada da seguinte forma: escala 1:1, que se lê "Escala um por um".
O exemplo acima, mostra o desenho de um punção de bico. Note que devido ao tamanho, foi possível desenhar em escala natural.

Quando o desenho de uma peça for efetuado em tamanho menor do que o tamanho da própria peça, estaremos usando escala de redução. Note que, embora reduzindo o tamanho do desenho, as cotas conservaram as medidas reais da peça.

A escala de redução é indicada da seguinte forma: Escala1:2, que se lê "Escala um por dois".

Escalas Recomendadas
As escalas de redução recomendadas pela ABNT são as seguintes:

1:2 - 1:2,5 - 1:5 - 1:10.............. - 1:100
Quando o desenho de uma peça for efetuado no tamanho maior do que esta, estaremos usando escala de ampliação. Note que as cotas conservaram, também, os valores rais da peça.
A escala de ampliação é indicada da seguinte forma:

Escala 2:1, que se lê "Escala de dois por um", significa que o desenho é duas vezes maior que a peça

As escalas de ampliação recomendadas pela ABNT são as seguintes:

2:1 - 5:1 - 10:1

terça-feira, 26 de julho de 2011

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Processo de Intemperismo

Intemperismo é o conjunto de processo que leva a degradação e decomposição das rochas. Estes processos estão relacionados com dois fatores: a natureza da rocha e a condição do ambiente.

O ambiente em que a maioria das rochas se formam é muito diferente do ambiente na superfície do planeta. Enquanto as rochas se formam em ambientes com temperatura e pressão elevadas e constantes, em ausência de luz, organismos, ventos, etc..., quando são expostas na superfície do planeta, encontram condições bem diferentes: temperaturas e pressões menores, porém com grande variação ao longo do dia e da noite e das estações do ano, presença de organismos, variação de umidade, presença de luz, etc. O conjunto destes fatores é chamado de INTEMPÉRIES, e por isso sua ação sobre as rochas expostas, desagregando-as e desestruturando-as, é chamado intemperismo.

Intemperismo Físico

O intemperismo físico é composto pelos processo que levam a fragmentação da rocha, sem modificação significativa em sua estrutura química ou mineralógica. Os princípios agentes do intemperismo físico são variação de temperatura, cristalização de sais, congelamento da água, atividades de seres vivos.

Intemperismo Químico

O intemperismo químico é o conjunto de reações que levam a modificação da estrutura dos minerais que compõem a rocha. Na natureza, é praticamente impossível separa o intemperismo físico do intemperismo químico, já que ocorrem quase simultaneamente. O intemperismo químico, entretanto, torna-se mais acelerado à medida em que o intemperismo físico avança, devido ao aumento da área superficial (ASE) dos minerais. Agente principal água. Principalmente água das chuvas que infiltra e percola as rochas.

Assim como o intemperismo físico, o químico ocorre porque as condições ambiente na superfície da crosta são bastante diferentes daquelas onde os minerais se formam. Os arranjos cristalinos das estruturas mineralógicas estão sempre tendendo para uma situação de maior equilíbrio com o ambiente. Entretanto, mesmo quando estas diferenças são muito grandes, estas reações ocorrem em uma velocidade bastante lenta, do ponto de vista humano.

domingo, 24 de julho de 2011

Formação do Solo

A pedogênese (formação do solo) ocorre quando as modificações causadas nas rochas pelo intemperismo, além de serem químicas e mineralógicas, tornam-se sobretudo estruturais, com importante reorganização e transferência dos minerais formadores do solo - principalmente argilominerais e oxihidróxidos de ferro e alumínio - entre os níveis superiores do manto de alteração. Aí desempenham papel fundamental a fauna e a flora do solo que ao, realizarem suas funções vitais, modificam e movimentam enormes quantidades de material, mantendo o solo aerado e renovado em sua parte mais superfícial.

O intemperismo e a pedogênese levam a formação de um perfil de alteração ou perfil de solo. O perfil é estruturado verticalmente, a partira da rocha fresca, na base, sobre qual formam-se o saprolito e o solum, que constituem, juntos, o manto de alteração ou regolito. Os materias do perfil vão se tanto mais diferenciados com relação a rocha parental em termos de composição , estrutura e texturas, quanto mais afastado se encontram dela. Sendo dependentes do clima e do relevo, o intemperismo e a pedogênese ocorrem de maneira distinta dos diferentes compartimentos morfo-climáticos do globo, levando a formação de perfis de alteração composto de horizontes de diferente espessura e composição.

Solos

Em função das condições ambientais, que envolvem rocha parental, clima, organismos vivos (flora e fauna, incluindo ser humano), relevo e tempo, os solos podem apresentar caracteristicas e propriedades físicas e químicas diferenciadas.

  • Assim, os solos podem ser argilosos ou arenosos (variação textuais)
  • podem ser vermelhos, amarelos ou cinza esbranquiçados,
  • podem ser ricos ou pobre em matéria orgânica,
  • podem ser espesso (algumas dezenas de metros) ou rasos (alguns poucos centímetros),
  • podem apresentar-se homogêneos ou nitidamente diferenciados em horizontes.
"pedons" - Pedologia, do grego pedon (solo, terra), é o nome dado ao estudo dos solos no seu ambiente natural.

Horizontes: zonas distintas originadas do processo de intemperismo, normalmente paralelas à superfície do terreno.

    Gênese do Solo
Depende dos seguintes fatores: Rocha, Clima, Organismos vivos, Declividade da vertente, Tempo.

   Classificação dos Solos: O, A, B, C  e R

  • O - mais superficial, matéria orgânica
  • A - matéria orgânica acumulada e misturada com detritos minerais (argila, Fe e/ou Al para horizonte inferiores)
  • B - caracterizado pela acumulação (enriquecimento) em argila, Fe, Al e outros componentes minerais. Desenvolvimento de estruturas não presentes na rocha parental. (granular, prismático, cimentado etc.)
  • C - retém características da rocha parental
  • R - embasamento rochoso - Bedrock






                                                                                           
                                                                                                        Esquema representando o perfil do solo
Na porção mais superficial do perfil de alteração, o saprolito, sob a ação dos fatores que controlam a alteração intempérica, sofre profundas e importantes modificações, caracterizadas por:

  • Perda de matéria, provocada pela lixiviação tanto física (em partículas) como química (em solução).
  • Adição de matéria, proveniente de fontes externas, incluindo matéria orgânica de origem animal ou vegetal, poeiras minerais vindas da atmosfera e sais minerais trazidos por fluxo ascendente de soluções.
  • Translocação de matéria, isto é, remobilização através dos fluxos de soluções no interior do perfil (movimentos verticais e laterais) ou pela ação da fauna.
  • Transformação da matéria, em contato com os produtos da decomposição post mortem da matéria vegetal e animal.
Esses mecanismos são controlados pelas soluções que percolam o perfil vertical e lateralmente ao longo da vertente e pelos organismos.

A cobertura vegetal, dificultando a erosão, tem um papel mais protetor que destruidor das estruturas dos solos.

Os principais agentes de remobilização dos materiais do solo (bioturbação) são os animais.

  • Os vermes são os mais importantes bioturbadores, seguindo pelas formigas. (os cupins e outros invertebrados têm papel menos importante). O impacto desses vários grupos não é uniforme no globo porque habitam ambientes específicos.
  • Os cupins atuam principalmente na faixa tropical, enquanto a atuação dos vermes se estende por todo o planeta, mas concentra-se preferencialmente nos ambientes úmidos das pastagens e florestas.
  • As formigas são mais disseminadas que qualquer outro animal. A atuação da fauna nos solos profundidades de até alguns metros, com a escavação, transporte e redeposição de consideráveis quantidade de material, misturando as vezes componentes do solo e promovendo a formação de estruturas típicas de bioturbação.
A importância da bioturbação pode ser avaliada pela velocidade de construção de cupinzeiros que se dá na razão de alguns gramas a alguns quilogramas de material por m²/ano..
Classificação dos Solos
A classificação dos solos pode ser feita segundo diferentes critérios.
A ênfase na utilização de critérios genéticos, morfológicos ou morfogenéticos varia de país para país, o que dá origem a diferentes classificações pedológicas.